em Uncategorized

Com apenas dois anos de idade, o gatinho Orfeu já tem insuficiência renal crônica (DRC). No final de maio ele estava apático, desidratado, passou de 3,5 kg para 2,7 kg e não queria comer.

“No mesmo dia fizemos fluidoterapia e repetimos todos os exames dele. O estágio da doença renal estava em 3 quando o máximo é 4. E assim começou nossa luta para melhora do quadro. Como a desidratação dele era persistente, o Orfeu fazia fluidoterapia todos os dias. Além disso, começou a tomar nutracêuticos, vitaminas e minerais para abaixar o fósforo que estava alto, repor potássio que estava baixo e abrir o apetite”, conta a veterinária Viviane Reis que trabalha com Medicina Veterinária Integrativa.

“Utilizei por um tempo um antiemético, pois a ureia muito alta leva a quadros de vômitos, e indiquei uma homeopatia para diminuir os níveis de ureia do sangue. Ele também toma um remédio vasodilatador que diminui a pressão arterial e a excreção de proteína na urina (outros fatores muito importantes a serem avaliado em animas renais). O Orfeu já comia ração renal, mas nessa fase mais crítica não aceitava nada além de sachês e permaneceu assim por um tempo até a melhora da anorexia. Depois voltou a comer ração renal”, relata Viviane.

Mais ou menos na metade de junho os exames do Orfeu melhoraram consideravelmente, saindo do estágio 3 para o estágio 2 da doença. Ele já havia voltado ao seu peso normal e não apresentava mais desidratação. Os níveis de potássio e fósforo se normalizaram. Ele seguiu tomando apenas a homeopatia, o vasodilatador e o nutracêutico.

“Em julho ele repetiu os exames e os níveis de ureia se normalizaram. A creatinina ainda continua mais elevada, mas estável e ele permanece superbem. Diminuímos a frequência da homeopatia e do nutracêutico e mantivemos o vasodilatador. Nessa nova fase o Orfeu está ótimo e fazendo acompanhamento de perto para evitarmos nova piora do quadro”, diz a veterinária.

Saiba mais sobre a insuficiência renal em gatos

A doença pode surgir em decorrência do uso de medicações alopáticas por longos períodos, problemas genéticos, alimentação inadequada, doenças endócrinas, pressão alta ou pelo envelhecimento natural do animal. Normalmente é diagnosticada por meio de exames de sangue, urina e imagem. O perfil bioquímico (para conferir as taxas de ureia e creatinina, substâncias que se acumulam no sangue em casos de problemas renais) é um dos principais exames para detectar a doença, assim como urinálise (para checar a perda proteica pela urina).  O exame de SDMA também auxilia em diagnósticos precoces de insuficiência renal.

Geralmente os tutores percebem que algo está errado quando o gato começa a emagrecer de repente, perde o apetite, tem sede excessiva e maior volume de urina. Os vômitos frequentes são também uma característica comum. Vômitos e diarreia podem levar à desidratação. E a falta de apetite é muito perigosa porque os gatos não podem ficar muito tempo em jejum – isso acarreta lesões às vezes irreversíveis no fígado.

Uma forma de prevenir é incentivar os gatos a beberem mais água, oferecer rações úmidas (dieta apenas com alimentos secos pode desencadear o problema) e fazer exames de rotina para checar os rins.

Para saber mais sobre essa doença que é um dos maiores temores dos tutores de gatos, acompanhe a entrevista com a veterinária Viviane Reis sobre tratamento integrativo para insuficiência renal acessando AQUI.

Postagens Recomendadas

Deixe um Comentário

× Como posso te ajudar?