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Uma das enfermidades que os tutores de cães mais temem é a “Erliquiose canina”, popularmente conhecida como “doença do carrapato”. E o temor dessa doença é bastante justificável tais os sintomas, de leve a severa intensidade, que ela pode causar dependendo do estágio da infecção.  Apatia, perda de apetite, febre, vômitos, diarreia, hematomas, diminuição de plaquetas, aumento do baço e, em estágios mais avançados, sangramentos, respiração ofegante, anemia, são os sinais mais comuns.

Além disso, nem é preciso o cão morar na zona rural para ser picado pelo temido “carrapato marrom” que tem um nome científico complicado:  Rhipicephalus sanguineus. Mesmo nas grandes cidades, temperaturas altas seguidas de chuvas volumosas favorecem a reprodução de muitos parasitas. No caso da doença do carrapato, a vilã é a bactéria Ehrlichia canis. O carrapato se contamina quando pica um animal doente e transmite a bactéria quando pica outro cão.

Uma vez na corrente sanguínea, a bactéria se replica nas células de defesa (os glóbulos brancos) destruindo-as. As hemácias (glóbulos vermelhos) e as plaquetas são também afetadas com a progressão da doença cujas três fases ocorrem nessa ordem: aguda (sintomática), subclínica (sintomas brandos ou inexistentes) e crônica (sintomas da fase aguda retornam de forma branda ou acentuada).

O período de incubação da Erliquiose pode variar de uma a três semanas e, dentro desse espaço de tempo, a infecção pode passar despercebida devido a sintomas leves que incluem perda de apetite e que nem sempre chamam a atenção dos tutores.  É através do exame de sangue, no entanto, que o veterinário notará a queda brusca das células de defesa do organismo, e pedirá outros exames para fechar o diagnóstico.

Quando a doença avança há possibilidade de sangramentos, alterações oculares, neurológicas, renais, articulares e alguns animais podem ficar com sequelas. O tratamento inclui desde antibióticos à suplementação vitamínica do complexo B e minerais como ferro, cobre, cobalto e zinco. Casos graves podem necessitar de transfusão de sangue.

“Além dos tratamentos convencionais para Erliquiose, em alguns casos instituímos em conjunto hemoterapia em pontos de acupuntura para estímulo do sistema imune, fitoterapia para recuperação mais rápida da anemia e nutracêuticos”, comenta a veterinária Viviane Reis da Clínica Integrativa Pet de SP.

“Vale ressaltar que a Erliquiose crônica tem cura, mas alguns cães podem vir a óbito por conta de aplasia medular.  Algumas maneiras de diagnosticar a doença são os testes sorológicos, PCR, esfregaço de ponta de orelha ou até mesmo punção da medula óssea. Mesmo quando não há sintomas visíveis, mas sabe-se que o cão foi picado por carrapato ou esteve em contato com animais portadores de carrapatos ou em áreas onde a contaminação pode ter sido possível, é importante investigar a doença”, alerta a veterinária.

A prevenção é a melhor forma de evitar que os pets peguem essa doença tão grave. Devem ser tomadas medidas de higiene como limpeza dos ambientes com produtos que impedem a proliferação de carrapatos. Existem também pipetas, coleiras e comprimidos anticarrapatos que devem ser usados regularmente de acordo com instruções dos fabricantes. Outra atitude importante é, de vez em quando, checar minuciosamente a pele do cachorro, principalmente nas orelhas, entre os dedos e pescoço.

A Erliquiose monocítica felina é ainda pouco conhecida porque são raros os casos de gatos que contraíram a doença do carrapato por meio de bactérias do gênero Ehrlichia.

 

 

 

 

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Mostrando 4 comentários
  • Rosemary polycarpo
    Responder

    Eu já conhecia a gravidade do carrapato….. ainda não tinha conhecimento dos muitos tratamentos para essa doença…… ótimo saber!

  • SORAIA CRISTINA AMENDOLA MARTUCHE CHUQUI
    Responder

    Muito esclarecedora a matéria!

  • Karina
    Responder

    Ai odeio carrapato!!! Uma vez peguei um no meu cachorro que era tão grande que parecia uma uva passa!!! Depois dessa eu traumatizei, e sempre checo a pele deles depois dos passeios.

  • Lívia de Freitas
    Responder

    Complicado demais e o tratamento é dificil de obter resultado. Por enquanto meu pet não teve , mas faz uso de uma coleira anti carrapatos.
    Tomara q seja eficiente mesmo.
    Mas agora, com essa materia vou recomeçar os cuidados acompanhando mais de perto.
    Obrigada pelo alerta

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