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Sapatos esbugalhados, cadeiras roídas, colchões e almofadas terrivelmente “atacados” e destruídos. Isso lembra alguma coisa ou “alguém” que se tem em casa? Pelas pistas, nada discretas, já sabemos do que se trata: de um cão destruidor que pode ser apenas um filhotinho “explorador” começando sua jornada, como também um adulto que tem lá suas razões para agir desse jeito.

Em primeiro lugar é importante lembrar aos tutores que o comportamento destrutivo pode estar sendo incentivado por eles mesmos ao deixarem o cão muito tempo sozinho ou sem os passeios diários que são essenciais para a saúde física e mental do animal.

Confinados em pequenos espaços, sem estímulo visual e sem direito a caminhadas, um cão pode facilmente ficar estressado, entediado, desenvolver ansiedade, medo e até doenças decorrentes desses estados emocionais.

A válvula de escape desses animais acaba sendo o que tem de fácil acesso pela casa e isso inclui calçados, bolsas, roupas, móveis, vasos de plantas, estofados, cortinas, enfim, tudo o que puder ser derrubado, rasgado, desmembrado e, de preferência, mastigado feito um osso, só que sem sabor de osso.

Terapias naturais como a homeopatia, fitoterapia e florais ajudam o animal a recuperar seu equilíbrio interior, porém, nenhum tratamento pode ser eficaz nesses casos se, em paralelo, algumas providências não forem tomadas para eliminar as situações de tédio, tristeza ou solidão.

Esse é um problema que deve ser evitado desde a infância do cãozinho fazendo-o entender com quais objetos ele pode e deve interagir. Assim como as crianças humanas, cães filhotes precisam ser estimulados por meio de brinquedos apropriados que levam em conta seu tamanho, idade e personalidade.

Inclusive isso é bem importante: certifique-se que o brinquedo não oferece risco como partes internas não comestíveis ou fios e cabos que podem causar sérios acidentes.

No entanto, o ato de “brincar” não é exclusivo dos filhotes. Brincar faz muita diferença na vida de um cachorro em qualquer idade, principalmente se ele passa algum tempo sozinho sem humanos ou outros animais por perto, por isso, é também necessário ter vários brinquedos à disposição do cão adulto.

Um truque para não deixar os cães enjoarem dos brinquedos é fazer “rodízio”: mantenha todos os brinquedos numa caixa, mas só ofereça alguns e, na semana seguinte, substitua por outros. Segundo os especialistas em comportamento animal, isso pode dar ao cão a sensação de estar ganhando brinquedos novos.

E para motivar que o cão foque sua energia nos brinquedos e não em outros objetos e móveis espalhados pela casa, elogie-o e faça carinho nele sempre que ele estiver mordiscando um brinquedo “autorizado”. Encoraje-o a “destruir” o que pode ser destruído.

Mas como ninguém gosta de brincar o tempo todo sozinho, os tutores também devem participar de algumas das brincadeiras diariamente, nem que seja por pouco tempo. Algumas dessas atividades podem ser feitas dentro de casa, como brincar de esconde-esconde ou de esconder um bichinho de pelúcia, por exemplo.

Estímulos físicos são igualmente importantes desde a mais tenra idade dos cães como cafunés e cócegas. Os cães precisam se sentir amados e vale a pena até mesmo conversar com eles. Talvez não entendam, mas só o fato de falar com eles já é uma demonstração de atenção.

Com relação ao “ataque” aos móveis, isso precisa muitas vezes de soluções mais estratégicas. Existem no mercado alguns produtos de odor desagradável ao olfato canino, especialmente desenvolvidos para manter os animais longe de algumas mobílias.

Enquanto ele aprende a não abocanhar os pés da mesa ou estraçalhar o sofá, lembre-se que é totalmente desaconselhável punições agressivas que causam medo e acabam deixando o animal confuso sem entender o motivo do castigo. A repreensão brusca pode gerar problemas maiores e mais difíceis de lidar.

A dica é: caso você pegue seu cão no exato momento em que está destruindo um objeto da casa, leve-o até o brinquedo que ele pode roer. Incentive-o a interagir com o brinquedo elogiando-o e faça carinho conforme já proposto acima. Ao invés de esbravejar em cima da atitude errada, reforce a confiança dele na atitude certa.

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Mostrando 3 comentários
  • Rosemary
    Responder

    Eternas crianças….. precisam de atenção, muito carinho e muita brincadeira… 🥰❤️

  • Odete
    Responder

    Excelente artigo

  • Vera lucia
    Responder

    Adoram fazer traquinagens, são adoraveis, mas precisam de muita atencao, aos poucos e com uma boa dose de paciência e carinhos, ficaram muito fofos.

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