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Alguns gatos manifestam uma hipersensibilidade especialmente aos serem tocados na região da coluna, como se algo estivesse picando ou incomodando eles. Também podem perseguir insistentemente a cauda e manifestar lambedura ou mordedura excessiva em região lombar, anal ou caudal.

Esses são sinais clássicos da Síndrome da Hiperestesia Felina (SHF), conhecida popularmente como “Síndrome do Gato Nervoso” e que também pode causar tremulações na pele, espasmos musculares, vocalização exacerbada, pulos e corridas pela casa.

Além disso, podem aparecer comportamentos que sugerem alucinações como se o animal estivesse perseguindo ou fugindo de algo que somente ele vê. Em vários casos, durante as crises as pupilas se dilatam, o animal pode chegar ao ponto de se automutilar e perder peso.

A gatinha Tina (fotos) se encaixou em alguns sintomas de hiperestesia e foi tratada com homeopatia.

“A Tina passou em consulta em agosto de 2020 e, segundo sua tutora, ela estava correndo atrás do rabo e em alguns momentos provocando feridas. Na época pedi raio-x da coluna para averiguar se podia estar relacionado a algum quadro de dor. Como o exame de coluna veio normal, descartamos essa possibilidade e iniciamos um tratamento com alguns medicamentos homeopáticos para tratar a parte mental”, explica a veterinária Viviane Reis, da Clínica Integrativa Pet, de SP.

A tutora da Tina tem uma rotina de passar um tempo em SP e um outro em Minas Gerais (na casa dos pais).  Após a consulta ela voltou com a Tina e seu outro gato para MG e a Tina ficou ótima, pois, além de apreciar ir para a região mineira, foi possível perceber que a medicação homeopática estava cumprindo bem o seu papel.

Mas em novembro, de volta a SP, Tina tornou a ter episódios de ferir o rabo, dessa vez com mais intensidade. Também começou a lamber as costas como se tivesse algo a incomodando muito nessa região.

“Identifiquei então como sendo um quadro de hiperestesia felina. Nesse momento mantive a homeopatia de fundo e acrescentei uma homeopatia mais voltada para quadros de hiperestesia. Em dezembro conversei com a tutora e o quadro tinha melhorado 100%. Em nossa última conversa, ainda neste mês, soube que Tina nunca mais teve essas crises. Está ótima”, comenta a veterinária.

Mirando a hiperestesia

Para que a doença seja diagnosticada, o primeiro passo é descartar outros problemas com sintomas semelhantes como a epilepsia, transtorno compulsivo-obsessivo, dermatites causadas por picadas de pulgas, deficiências nutricionais, hipertireoidismo e problemas nas costas, lesões ou danos cerebrais.

Embora esteja sendo bastante estudada, os pesquisadores ainda não chegaram a uma conclusão sobre a origem da SHF. Existem hipóteses que levam a uma causa genética e outras que sugerem traumas físicos e emocionais.

Por isso, o tratamento se baseia principalmente em garantir ao animal mais tranquilidade, seja por remédios alopáticos que diminuem a ansiedade ou terapias complementares como a homeopatia que, no caso da Tina, teve um resultado muito bom.

O cuidado com o ambiente onde o animal vive é essencial, pois, é nele que podem estar objetos ou fatores que alimentam a síndrome: aparelhos muito barulhentos ou que causam desconforto ao pet, outros animais e pessoas que lhe causam medo, cheiros desagradáveis ou fortes.

Enriquecimento ambiental também ajuda: brinquedos de diversos tipos, objetos para escalar e explorar e, claro, muito carinho para que o bichinho se sinta amado e protegido.

 

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Mostrando 3 comentários
  • Rosemary
    Responder

    Nunca tinha ouvido sobre essa síndrome dos gatos….. e que é possível tratar com homeopatia… que maravilha!❤️

  • Vera lucia
    Responder

    Uma síndrome bem es pecifica , que ótimo ter tratamento possível com a homeopatia vou repassar ótima informação.

  • Karina
    Responder

    Saúde mental é importante para todos os seres vivos ❤️ Que legal que a homeopatia auxilia nosso também!

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