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Muitos tutores de gatos tremem só de ouvirem falar em FIV (vírus que causa a chamada Aids Felina) e FeLV (vírus causador da Leucemia Felina), mas é importante saber que muitos animais podem ser portadores desses vírus e ainda assim viverem muito bem por longos anos se forem devidamente acompanhados. E nem a Aids ou a Leucemia felinas são transmitidas aos humanos, cachorros ou outros animais que não sejam gatos.

Os tutores não precisam e nem devem deixar de fazer carinho ou manusear o gatinho por conta disso. O que se deve fazer é, havendo outros gatos saudáveis na casa, manter distância entre eles e, quando tiver contato com o gatinho doente lavar bem as mãos antes de ter contato com os demais.

Outra alternativa para quem tem um gato com FIV ou FeLV é adotar outro que também seja portador desses vírus. Assim um faz companhia ao outro. Inclusive, algumas pessoas adotam gatos com FIV ou FeLV em dupla num belo gesto de solidariedade.

A Aids Felina pode levar muito tempo para se manifestar, até mesmo se o gatinho contraiu o vírus da mãe durante a gestação ou amamentação. A transmissão do FIV (Feline immunodeficiency vírus) acontece principalmente nas brigas entre os gatos por meio de mordidas e arranhões – isso porque é a saliva que leva o vírus até a corrente sanguinea. Também pode haver contágio em transfusões de sangue.

Um gatinho com FIV não deve ter acesso à rua e precisa de uma alimentação balanceada que o tutor deve seguir com a ajuda de um veterinário. É importante manter uma frequência nos exames para controle geral da saúde do gatinho.

Uma vez desencadeada, a Aids Felina tem quatro estágios.  A fase aguda pode durar de semanas a meses, mas tem baixa mortalidade. O gato pode ter febre, diarreia e aumento dos linfonodos. O estágio assintomático também pode ser longo e igualmente com pouco risco de morte. Em seguida surge o estágio conhecido como síndrome da imunodeficiência que é quando começam a aparecer doenças oportunistas que podem levar ao estágio final ou óbito do animal.

O problema da Aids Felina é que a doença derruba a imunidade do bichano num processo denominado de “imunossupressão” e assim ele vai ficando cada vez mais suscetível a outras doenças, problemas de pele e nos olhos, gengivite, estomatite, cistite, distúrbios gastrointestinais e até tumores.

A boa notícia é que vários gatos portadores de FIV conseguem viver bem durante muitos anos tomando-se os cuidados necessários. Alguns sequer necessitam de medicação. A Aids Felina não tem cura nem tratamentos específicos, então reforçar a imunidade do gatinho é a melhor forma de impedir o desenvolvimento da doença.

Entenda a Leucemia Felina

O FeLV (Feline Leukemia Virus) é transmitido por meio de lambeduras e mordidas, de mães para filhotes (na gestação ou amamentação), mas também no compartilhamento de vasilhas de comida, água e areia. Por isso gatinhos com FeLV também não devem viver com outros saudáveis.

A Leucemia Felina compromete as células de defesa do organismo e pode levar a quadros tumorais. E assim como no caso da Aids Felina, há o risco de doenças oportunistas devido à baixa imunidade.

Alguns gatos podem ficar assintomáticos por um tempo e outros podem, logo no início, terem febre, espirros, dificuldade para respirar, vômitos e diarreia. E tem ainda os que possuem uma resistência natural, ou seja, chegam a ter contato com o vírus, mas não desenvolvem a doença. Essa defesa acontece principalmente em adultos porque os filhotes são mais vulneráveis.

A Leucemia Felina também não tem cura e os tratamentos são direcionados para o câncer e doenças oportunistas. No entanto, tem duas boas notícias: a primeira é que um gato com FeLV, assim como com FIV, pode viver bem por longos anos se for devidamente acompanhado e conseguir manter um bom padrão de imunidade.

A segunda boa notícia é que existe vacina contra FeLV que pode ser dada tanto em filhotes quanto em adultos como forma de prevenção.

Fortalecendo a imunidade com tratamento integrativo

Dentro do tratamento veterinário integrativo existem diversos nutracêuticos e alguns fitoterápicos chineses usados para estimular a imunidade. A acupuntura também pode ser aliada no aumento de imunidade, inclusive, com o uso de viscum album (planta medicinal) em ponto de acupuntura (técnica chamada de farmacopuntura que alia os benefícios da acupuntura com os benefícios de medicamentos).

O viscum album também pode ser usado como prevenção do quadro tumoral ou para melhora na qualidade de vida dos pets com tumores. A Clínica Integrativa Pet de Perdizes (SP), trabalha com acupuntura, nutracêuticos, fitoterapia chinesa e outras terapias complementares que cada vez mais estão sendo usadas na medicina veterinária.

 

 

 

 

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Mostrando 4 comentários
  • Karina
    Responder

    Muito importante a circulação de informação sobre a HIV felina para acabar com o tanto de preconceito que as pessoas tem a cerca do assunto!

  • Rosemary polycarpo
    Responder

    Sempre boas notícias….. tratamentos que nós da esperança de qualidade de vida para nossos gatinhos apesar de doenças sem cura!👍🏼👍🏼🥰

  • Camila
    Responder

    É bem importante que esse tipo de informação chegue nas pessoas. Muito legal 🙂

  • Vera lucia
    Responder

    Que informação importante, nós humanos já lidamos com tantos preconceitos , seria muito triste ter esses preconceitos com
    Os gatinhos, que boas notícias pra nós e pra passar pra amigos.

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