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Muita gente nem desconfia, mas cães e gatos também podem desenvolver cálculos biliares, popularmente conhecidos como pedras na vesícula, e com causas semelhantes à doença que se manifesta em humanos.

A medicina veterinária integrativa  e terapias complementares como homeopatia  e fitoterapia ajudam bastante, como no caso do gatinho Bob (fotos).

“Bob passou em consulta em agosto desse ano devido a vômitos biliosos recorrentes e, por conta disso, solicitei um ultrassom. No exame detectamos uma pedra na vesícula de 0,52cm, além de alteração renal”, conta a veterinária Viviane Reis da Clínica Integrativa Pet (SP).

Inicialmente a veterinária prescreveu um nutracêutico  para o fígado e rins, mas Bob não tolerava muito bem comprimidos: “Então resolvemos tratá-lo apenas com homeopatia. Em outubro repetimos o ultrassom e a pedra reduziu de tamanho de 0,52cm para 0,17cm. E a função renal voltou ao normal”.

Bob segue com seu tratamento homeopático para que a pedra continue diminuindo.

Mas para entender como um animal de estimação pode vir a ter esse problema é preciso, antes de tudo, lembrar que a alimentação interfere diretamente na saúde do fígado que é o órgão responsável por liberar a bile, essencial para a digestão.

Portanto, quando há uma nutrição inadequada os animais podem sofrer com problemas no fígado. Os cálculos presentes na colelitíase ocorrem quando o líquido armazenado na vesícula biliar se cristaliza e isso pode ser resultado, por exemplo, de uma má absorção de cálcio livre na bile.

À medida que esses cálculos se acumulam formando pedras maiores, pode ocorrer obstrução ou até mesmo ruptura do ducto biliar com risco de hemorragia. Processos inflamatórios, infecciosos, dietas ricas em gordura e deficientes em taurina são outras possíveis causas.

Em relação à idade e sexo, as cadelas jovens de raças pequenas e os gatos machos de meia-idade e mais idosos costumam ter maior risco de desenvolver colelitíases. Cães diabéticos, com sobrepeso ou cadelas que usam injeções contraceptivas também entram na lista.

Entre os sintomas da colelitíase estão dor abdominal (de variadas intensidades) e falta de apetite. Pode acontecer de o abdome ficar rígido devido ao grande volume de gases. Vômito com líquido de cor amarela esverdeada e fezes com consistência arenosa podem também ser indicativos da doença.

Esse processo não impede a bile de continuar funcionando, mas a torna mais espessa podendo causar inflamação da vesícula. Quando chega num estágio de muita dor e crises de vômitos, sem sucesso na alteração da dieta ou administração de medicamentos disponíveis para a doença, é preciso recorrer à vídeo-cirurgia chamada de colecistectomia videolaparoscópica para remoção da vesícula.

Após a cirurgia são necessários outros cuidados. As refeições do animal devem ser voltadas para compensar a falta de bile de forma a evitar que gorduras sejam lançadas na corrente sanguínea. A dieta balanceada normalmente inclui ração especial e alimentos sem grandes quantidades de gordura.

A melhor maneira de evitar que problemas como esse se agravem é levar o animal ao veterinário periodicamente e, principalmente, no surgimento dos primeiros sintomas.

 

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Mostrando 12 comentários
  • Hellen
    Responder

    A homeopatia se mostrando mais uma vez incrível!!!

    • Lívia de Freitas
      Responder

      Como a medicina veterinaria tem avançado! Muito bom ser informada de todas essas possibilidades de tratamento e cura.
      Vale muito receber essas orientações

      • Maria da Conceição de lima
        Responder

        Gostaria de saber como realizar o tratamento homeopático de pedra na visicula de um cão da raça yorkshire com peso de 5,8 kg com 10 anos de idade. Com pedra de 0,92×0,68.

        • Fatima Chuecco
          Responder

          Os tratamentos são individualizados porque cada animalzinho tem um quadro específico. Os tratamentos integrativos dependem de consulta e exames.

    • Daniela
      Responder

      dúvida ….Se o cão idoso tem pedra na vesícula pode interferir isso na função renal ? Se a principio é primeiro identificado o aumento de uréia e creatinina no sangue levando a um diagnóstico de doença renal , pode ter relação com essa pedra na vesícula que ainda não foi diagnosticada?

      • Rodolfo Reis
        Responder

        Cada caso precisa ser avaliado individualmente

  • Vera lucia
    Responder

    Novidade boa demais, muitas descobertas e soluções. É a homeopatia cada vez mais dedicada.

  • PRISCILA BONVINO FERRARO
    Responder

    Adorei!

  • Rosemary polycarpo
    Responder

    Homeopatia ê tudo de bom….adoro!

  • Danise
    Responder

    Descobri que animais tinham problemas de vesícula há uns 2 meses.
    Minha gatinha precisou de cirurgia e um “colega de internação” era um gatinho persa com cálculos na vesícula.
    Ele estava internado esperando a cirurgia em outra cidada

  • Gisela Calil
    Responder

    Olá…muito.bom.saber que a medicina integrativa está também.salvando vidas..Gosto muito da homeopatia e da fitoterapia..Mas veio aqui uma dúvida, quando você fala em diminuir a taxa de gordura nas rações..porque?…A bile e utilizada justamente para degradação das gorduras, pessoas que comem pouca gordura, tem problemas de cálculos biliares…e a bile foi feita justamente para isso..emulsificacao de gorduras…Grata pela atencao

    • Rodolfo Reis
      Responder

      O cuidado com alimento gorduroso, no texto, se refere ao animal que passou por cirurgia para retirada da vesícula. Veja: “Após a cirurgia são necessários outros cuidados. As refeições do animal devem ser voltadas para compensar a falta de bile de forma a evitar que gorduras sejam lançadas na corrente sanguínea. A dieta balanceada normalmente inclui ração especial e alimentos sem grandes quantidades de gordura”.

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